Educação

Três campi do IFTO têm aulas suspensas após professores e servidores entrarem em greve

Instituto Federal do Tocantins de Colinas do Tocantins, Dianópolis e Porto Nacional suspenderam atividades.

Nas redes sociais, IFTO de Porto Nacional publicou suspensão das aulas dos cursos técnicos e superiores.
Foto: Divulgação/IFTO

Os campi do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) de Colinas do Tocantins, Dianópolis e Porto Nacional paralisaram as atividades letivas. A suspensão acontece após os servidores aderirem à paralisação nacional. 

 

Nas redes sociais, o campus de Porto Nacional do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) informou da suspensão das aulas a partir desta quarta-feira (17). Professores e técnicos do campus aderiram à greve nacional dos Servidores Federais da Educação Profissional e Tecnológica no dia 11 de abril.

Segundo o Instituto, posteriormente um novo calendário será elaborado. A decisão levou em consideração fatores como:

  • A imprevisibilidade do avanço das adesões e as dificuldades em gerir o horário regular de aulas;
  • A segurança dos estudantes;
  • A minimização dos gastos e esforços para acompanhar uma oferta parcializada dos serviços;
  • A unificação da estratégia de reposição que será necessária após a greve.

 

O coordenador geral docente do Sincado Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) - Seção IFTO, Stânio de Souza Vieira, destaque os servidores cobram recomposição salarial e reestrutural das carreira da área técnico-administrativa e de docentes. 

"Alem disso, a revogação de todas as medidas provisórias, portarias e decretos que atacam os servidores e os serviços públicos da rede federal de educação; recomposição orçamentária e o reajuste dos auxiliares e bolsas dos estudantes", disse o coordenador. 
Confira os os principais destacados pelo coordenador:

-Reestruturação das carreiras de técnicas administrativas e docentes;

-Salários, e recomposição salarial com proposta de reajuste para técnicas
administrativas de 53,17% e 39,93% para docentes;

-Revogação de medidas provisórias, portarias e decretos que “atacam osservidores” e os serviços públicos";

-Revogação do novo ensino médio em defesa do modelo do ensino médio integrado do

Nota do IFTO 

Informamos que o Instituto Federal do Tocantins (IFTO) recebeu comunicação do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE) — Seção Sindical IFTO, entidade sindical representativa dos servidores técnico-administrativos e docentes, da deliberação de deflagração de movimento grevista por tempo indeterminado, com início em 3 de abril de 2024.

O IFTO informa que o direito de greve é assegurado constitucionalmente e compete a cada servidor a adesão ao movimento. Nesse sentido, informa que as atividades institucionais terão sua continuidade no dia 3 de abril de 2024 e que a equipe gestora acompanhará todo o processo grevista, sua evolução e a adesão dos servidores ao movimento, para garantir o direito do servidor e a continuidade da prestação de serviços à comunidade.

A instituição, em reunião com representantes do sindicato, ocorrida nesta data, esclareceu que o movimento é legítimo e que a avaliação dos impactos do movimento de greve será contínua. Em conjunto, manifestaram a necessidade de manutenção dos serviços essenciais da instituição no decorrer do processo. A indicação desses serviços será realizada mediante informativo da equipe gestora ao sindicato.

Informamos ainda que a Seção Sindical Araguatins comunicou, após deliberação em assembleia, a não adesão ao movimento grevista neste momento.

Os gestores estão empenhados em manter o diálogo com a entidade sindical e com toda a comunidade do IFTO para que esse processo ocorra de maneira transparente e democrática.

Confira aqui a nota da íntegra.